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Porto Alegre, terça-feira, 19 de Setembro de 2017

  • 29/08/2017
  • 20:50
  • Atualização: 20:53

Após super safra, Emater projeta colheita 10,09% menor no RS

Secretário Tarcisio Minetto também enfatizou a necessidade de investimento em pesquisa e logística

Secretário Tarcisio Minetto também enfatizou a necessidade de investimento em pesquisa e logística | Foto: Agência Brasil / CP Memória

Secretário Tarcisio Minetto também enfatizou a necessidade de investimento em pesquisa e logística | Foto: Agência Brasil / CP Memória

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  • Rádio Guaíba

A Emater divulgou hoje os dados referentes à próxima safra de verão 2017/2018. A área total a ser plantada no Rio Grande do Sul deve chegar a 7.578.522 hectares, 1,01% a mais do que no ano anterior. Ainda que a área seja maior, a produção esperada é 10,09% menor do que no ano passado. Enquanto em 2016 foram colhidas 33,3 milhões de toneladas, para a safra atual são esperadas 29,9 milhões. O secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, minimiza a projeção de queda: “O volume está acima da média das últimas cinco safras em mais de 900 mil toneladas”, avaliou. Ele também enfatizou a necessidade de investimento em pesquisa e logística.

“A previsão é de que não teremos uma safra recorde como a deste ano, mas é fundamental que tenhamos produção, mesmo com qualquer adversidade que possa ocorrer”. E ressaltou que, apesar das primeiras estimativas da Emater indicarem uma redução, “não devemos considerar uma diminuição grave, pois tivemos uma super safra neste ano”, considera.

Segundo os técnicos da instituição, deve haver queda na produção de milho grão (-23,85%), milho para silagem (-1,85%), arroz (-0,96%) e feijão (-18,91%). Já a soja, em comparação ao ano anterior, pode ter um pequeno aumento, de 3,16%, em área cultivada, embora a produção possa cair 9,81%. O levantamento ocorreu em 425 municípios, totalizando 93% da área a ser cultivada com arroz, 81% com feijão da primeira safra, 90% para milhão grão, 88% para soja e 86% para milho destinado à silagem. Os cálculos de produtividade são baseados nas médias municipais verificadas nos últimos 10 anos.

Para o secretário Minetto, ainda que sob o ponto de vista financeiro a previsão não seja tão boa como na última safra agrícola, o produtor vai ter que avaliar e analisar as condições de plantio. “O governo do Estado vai continuar dando subsídio através do BRDE, Badesul e Banrisul para que todos tenham condições de produzir”.


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