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  • 12/09/2017
  • 08:17
  • Atualização: 08:25

Bombeiros do Rio são acusados de receber propina para liberar estabelecimentos

Locais eram abertos mesmo sem cumprir os requisitos de segurança

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  • Agência Brasil

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem nesta terça-feira 38 mandados de prisão preventiva contra acusados de fraudes na inspeção de estabelecimentos comerciais pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, os bombeiros recebiam propina para liberar o funcionamento desses locais.

Os bombeiros precisam inspecionar e liberar o funcionamento dos estabelecimentos, depois de avaliar os riscos de incêndio e acidentes. Mas, segundo a secretaria, os acusados usavam seus cargos dentro da corporação para negociar propina com os empresários e liberar o funcionamento, mesmo que o local não cumprisse os requisitos de segurança.

Entre os empreendimentos liberados para funcionar mesmo sem o cumprimento dos requisitos estão locais de diversões que reúnem grande público, inclusive um estádio de futebol. Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, quartéis do Corpo de Bombeiros e sedes de empresas.

O esquema de corrupção funcionava no setor de engenharia de diversos grupamentos militares, principalmente nos quartéis de Nova Iguaçu (4º GBM) e de Duque de Caxias (14º GBM) e no Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP).

Entre os mandados de prisão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, estão os de dois assessores especiais do comandante-geral do CBMERJ, dos comandantes da Baixada Fluminense, de Nova Iguaçu, do Irajá, (ex-comandante de Duque de Caxias), GOPP, de Copacabana, Campinho, Jacarepaguá, do Destacamento de Paracambi e de sete coronéis da reserva.