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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

  • 12/08/2017
  • 17:38
  • Atualização: 17:43

Manifestação da direita radical em Charlottesville termina em violência e um morto

Confronto levou governador da Virgínia a declarar estado de emergência

Confronto em cidade americana deixou um morto e 19 feridos | Foto: Chip Somodevilla / Getty Images / AFP / CP

Confronto em cidade americana deixou um morto e 19 feridos | Foto: Chip Somodevilla / Getty Images / AFP / CP

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  • AFP

Confrontos violentos foram registrados neste sábado entre militantes antirracistas e grupos da extrema direita americanos em Charlottesville, na Virginia. O governador do estado chegou a decretar estado de emergência. A polícia proibiu a manifestação.

Segundo o prefeito da cidade, Mike Signer, uma pessoa morreu no tumulto. No Twitter, ele pediu que as pessoas deixassem a manifestação. Em meio a nuvens de gás lacrimogêneo, os confrontos entre manifestantes da direita radical e contramanifestantes se multiplicavam antes do início da mobilização, com brigas, lançamento de projéteis e pauladas.

Neste clima de alta tensão, o temor de acontecimentos mais graves aumentava, porque os manifestantes portavam armas, o que é permitido por lei no estado da Virgínia.

Mais tarde, testemunhas relataram que um carro investiu contra a multidão, ferindo várias pessoas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um automóvel escuro atinge violentamente a traseira de outro veículo e, em seguida, retrocede velozmente entre os manifestantes. Outras imagens mostram feridos no chão. Pelo menos 19 pessoas se feriram.

Membros das milícias de extrema direita assumiram uma postura paramilitar, carregando no ombro fuzis semiautomáticos, não muito distante das forças de segurança chamadas ao local.

Diante dos incidentes, o batalhão de choque decidiu proibir a manifestação prevista e esvaziou o parque público onde ela aconteceria. Os efetivos realizaram um número não divulgado de prisões durante a operação.

Os grupos da direita radical, entre os quais a Ku Klux Klan e neonazistas, queriam denunciar e se opor ao projeto de Charlottesville de retirar de um espaço municipal a estátua do general confederado Robert E. Lee, que lutou a favor da escravidão durante a Guerra Civil americana.

Casal Trump reage

O presidente americano, Donald Trump, pronunciou-se no Twitter sobre o episódio, pedindo união. “Todos devemos estar unidos e condenar tudo o que o ódio representa. Não há lugar para este tipo de violência nos Estados Unidos. Vamos nos unir como um só”, escreveu ele.

A primeira-dama, Melania Trump, condenou o sectarismo. "Nada bom sai da violência", tuitou.

Mais tarde, em Bedminster, Nova Jersey, onde passa férias, Trump voltou a criticar a violência em Charlottesville. "Condenamos, nos termos mais fortes possíveis, esta exibição flagrante de ódio, fanatismo e violência em muitos lados. O ódio e a divisão devem parar agora. Temos que nos unir como americanos, com amor por nossa nação", proclamou.