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  • 12/08/2017
  • 13:47
  • Atualização: 13:50

Sobe para 41 número de mortos em colisão de trens no Egito

A colisão teria sido causada pela parada de um dos trens na via férrea

Durante toda noite, os socorristas buscaram vítimas entre os restos dos vagões | Foto: Khaled Desouki / AFP / CP

Durante toda noite, os socorristas buscaram vítimas entre os restos dos vagões | Foto: Khaled Desouki / AFP / CP

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  • AFP

Pelo menos 41 pessoas morreram, e 132 ficaram feridas, na colisão de dois trens ocorrida sexta-feira, na periferia da cidade de Alexandria, no norte do Egito - informou o ministro da Saúde, Ahmed Emad el Din Rady, em nota divulgada neste sábado. Ainda há 53 pessoas hospitalizadas. Durante toda noite, os socorristas buscaram vítimas entre os restos dos vagões, após um dos mais graves acidentes ferroviários da história do país.

A colisão teria sido causada pela parada de um dos trens na via férrea, após sofrer uma pane, informou a televisão pública, citando uma fonte do Ministério dos Transportes. O segundo trem teria batido na sequência, ainda segundo a mesma fonte. Devido à violência do choque, vários vagões descarrilaram em um campo, e outros engavetaram uns nos outros. Quatro deles foram retirados com a ajuda de gruas, liberando a via neste sábado.

Um dos trens cobria o trajeto Cairo-Alexandria. O outro ligava a cidade de Porto Said, no leste, a Alexandria. "Pouco depois da oração do meio-dia, ouvimos um barulho enorme. Parecia uma explosão. Corremos e vimos o acidente", contou à AFP Ayman Mehdi, que vive a algumas dezenas de metros do local do acidente.

Detenção dos maquinistas 

Citado por uma emissora local, o ministro dos Transportes, Hicham Arafat, afirmou que os maquinistas dos dois trens acidentados foram detidos para serem interrogados. Além disso, dois diretores do órgão responsável pelo setor ferroviário serão mantidos suspensos até o final da investigação. Mais tarde, no lugar do acidente, Arafat disse que desconhecer o motivo, pelo qual o trem parou na via. O ministro sugeriu que o problema pode ter acontecido por causa de "sinais velhos". "É um grande problema, e tentamos modernizá-los", acrescentou, referindo-se à sinalização nas vias férreas.

Na sexta-feira, o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, pediu uma investigação para que os responsáveis pelo acidente "prestem contas". O Egito registra, com frequência, graves acidentes de estrada, ou ferroviários, devido a um trânsito caótico, à circulação de veículos velhos e malconservados, o mesmo valendo para estradas e vias férreas, em péssimas condições de preservação e com sinalização precária.

Há tempos, os egípcios criticam o governo por não conseguir reduzir os acidentes na área de transportes e os problemas de infraestrutura. Este foi um dos mais letais acidentes ferroviários recentes no país. Em novembro de 2013, o choque de um trem com um ônibus deixou 27 mortos no sul do Cairo. A maioria das vítimas voltava de um casamento. Quase um ano antes, em novembro de 2012, um ônibus escolar bateu em um trem, em uma passagem de nível na província de Assiout, no centro do país. O episódio deixou 47 mortos.

Em agosto de 2006, pelo menos 58 egípcios morreram, e 144 ficaram feridos na colisão de dois trens que trafegavam na mesma via. Já em 2002, o incêndio de um trem deixou 373 mortos, em um ponto 40 quilômetros ao sul do Cairo. Foi o pior acidente desse tipo na história do país e um dos mais graves no mundo nos últimos 20 anos.