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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

  • 07/08/2017
  • 08:02
  • Atualização: 13:15

Coreia do Norte diz que não negociará sobre armas nucleares ante ameaças dos EUA

Em comunicado oficial, governo do país afirmou que não dará passo atrás no poder nuclear

Comunicado foi feito pela agência oficial da norte-coreana de notícias KCNA | Foto: Yeon Je-Jung / AFP / CP

Comunicado foi feito pela agência oficial da norte-coreana de notícias KCNA | Foto: Yeon Je-Jung / AFP / CP

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  • AFP

Coreia do Norte não negociará sobre sua armas nucleares enquanto o governo dos Estados Unidos prosseguir com suas ameaças, afirma um comunicado oficial da agência norte-coreana de notícias KCNA divulgado nesta segunda-feira e que condena as novas sanções da ONU.

"Não vamos colocar nosso (programa) de dissuasão nuclear na mesa de negociações enquanto perdurarem as ameaças dos Estados Unidos", afirma o comunicado. "Nunca daremos um passo atrás no fortalecimento de nosso poder nuclear", completa a nota oficial. Pyongyang também criticou as sanções votadas no sábado pelo Conselho de Segurança da ONU, que constituem, segundo o regime norte-coreano, "uma violação violenta de nossa soberania". O Conselho de Segurança aprovou sanções contra a Coreia do Norte para tentar frear as ambições nucleares do regime e que, caso implementadas em sua totalidade, privariam Pyongyang de um terço de sua arrecadação com exportações (um bilhão de dólares por ano).

O texto foi aprovado por unanimidade. A China, principal aliado da Coreia do Norte e maior parceiro comercial, também votou a favor da medida. Antes da votação na ONU, Pyongyang ameaçou fazer Washington "pagar o preço de seu crime". "Se os Estados Unidos acreditam que estão em segurança porque um oceano nos separa, nada poderia ser um julgamento mais equivocado do que isto", completa o comunicado, que também ameaça os países "que colaboraram com os Estados Unidos" nesta resolução, que deverão "prestar contas".