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Porto Alegre, domingo, 22 de Outubro de 2017

  • 27/07/2017
  • 22:42
  • Atualização: 22:48

Senado dos EUA aprova sanções contra a Rússia

Iniciativa também estabelece novas sanções ao Irã, por terrorismo, e à Coreia do Norte, por testes nucleares

Iniciativa também estabelece novas sanções ao Irã, por terrorismo, e à Coreia do Norte, por testes nucleares | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

Iniciativa também estabelece novas sanções ao Irã, por terrorismo, e à Coreia do Norte, por testes nucleares | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

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  • AFP

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, por 98 votos contra dois, um pacote de sanções contra a Rússia, a Coreia do Norte e o Irã, e enviou o texto à Casa Branca para ser promulgado. A medida coloca o presidente Donald Trump diante do dilema de aplicar as sanções à Rússia, país com o qual queria melhorar as relações, ou assumir o custo político de um veto.

Países europeus expressaram preocupação pelo impacto econômico das sanções contra Moscou por sua intervenção na última eleição presidencial. O texto foi denunciado por Moscou, mas também criticado pela União Europeia, já que permite penalizar as empresas europeias.

A iniciativa também estabelece novas sanções ao Irã, por terrorismo, e à Coreia do Norte, por seus testes nucleares. Os legisladores americanos buscam represálias contra a Rússia depois de uma campanha de desinformação atribuída a Moscou durante a eleição presidencial dos Estados Unidos.

O consenso é quase total no Congresso, onde Moscou tem poucos apoiadores. Na quinta-feira, a aprovação no Senado foi de 98 votos contra dois, enquanto na Câmara de Representantes a iniciativa obteve 419 votos contra três.

Trump tenta desde que foi eleito melhorar as relações com a Rússia, para desgosto de muitos legisladores, que veem Moscou mais como rival do que como parceiro. O presidente pode vetar otexto, mas esta seria uma solução de curto prazo com um alto custo político.

O Congresso poderia, neste caso, derrubar o veto com uma maioria de dois terços. Em geral, os presidentes evitam esse tipo de desgaste, optando por um apoio tardio à legislação.

O texto também prevê um mecanismo sem precedentes que desagrada a Casa Branca: os legisladores podem ter o direito de intervir se Trump decidir suspender as sanções existentes contra a Rússia.