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Porto Alegre, terça-feira, 19 de Setembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 15:22
  • Atualização: 16:01

Grupo de professores acampa em frente ao Piratini

Servidores estão greve por causa do parcelamento de salários

Grupo de professores acampa em frente ao Piratini | Foto: Samuel Maciel

Grupo de professores acampa em frente ao Piratini | Foto: Samuel Maciel

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  • Henrique Massaro

Um grupo de professores estaduais decidiu acampar na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, como parte do calendário da mobilização. Eles devem permanecer em vigília no local por tempo ainda indeterminado. Os professores estão em greve desde a semana passada em razão de mais um parcelamento de salários por parte do governo do Estado.

O Cpers alega que há uma dificuldade de se dialogar com o Estado. Após mais de uma semana de greve geral, professores estaduais devem se reunir nesta quinta-feira em audiência com os secretários da Fazenda, Giovani Feltes, e da Educação, Ronald Krummenauer. De acordo com um dos representantes da direção central do Cpers, Daniel Damiani, o encontro só foi agendado após a realização de uma reunião da categoria com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio de Oliveira Branco, que ocorreu depois que os servidores trancaram a porta do Palácio.

A reunião dos professores com os secretários Feltes e Krummenauer ainda não tem horário e local definidos, o encontro servirá para que a categoria exponha ao Executivo as suas principais reivindicações: o fim do parcelamento salarial - que já chegou a 20 meses -, a reposição dos salários atrasados e a retirada do pacote de medidas do governador José Ivo Sartori.

Se depender do último encontro do Estado com os professores, a audiência não deve resolver a situação da greve. De acordo com Daniel Damiani, na reunião da categoria com Fábio de Oliveira Branco foi sinalizado que o governo entende que a única alternativa à crise é a renegociação da dívida do Estado com a União. Os servidores, contudo, discordam. “O governo está usando os servidores para pressionar Brasília”, afirmou Damiani.

Outro ponto bastante comentado pelos professores é o projeto de lei (PL) 148 do governo Sartori. O texto discorre sobre a dispensa de servidores da administração pública direta e indireta para exercer mandato eletivo em sindicato, confederação, entidade ou associação de classe. A proposta prevê a redução para apenas um dirigente para cada categoria ou carreira de servidores da administração direta e indireta dispensado da função. Os servidores creem que o PL deva ser votado na próxima semana.