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Porto Alegre, domingo, 22 de Outubro de 2017

  • 09/08/2017
  • 15:05
  • Atualização: 15:08

Liberação do FGTS terá impacto de 0,61 ponto no PIB de 2017

Saque das contas inativas injetou R$ 44 bilhões na economia e beneficiou 22,9 milhões de trabalhadores

Saque das contas inativas injetou R$ 44 bilhões na economia e beneficiou 22,9 milhões de trabalhadores | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Saque das contas inativas injetou R$ 44 bilhões na economia e beneficiou 22,9 milhões de trabalhadores | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

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  • AE

O Ministério do Planejamento divulgou nota no início da tarde desta quarta-feira, em que informa que a liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve gerar contribuição positiva de 0,61 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O saque das contas inativas injetou R$ 44 bilhões na economia e beneficiou 25,9 milhões de trabalhadores.

A projeção do ministério foi feita com base em pesquisas de entidades como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que mostraram grande interesse dos beneficiados em quitar dívidas com os recursos sacados do fundo.

"O importante é que essa medida beneficiou milhões de trabalhadores, permitindo acessar um recurso que, na verdade, é dele e usar livremente conforme sua decisão", diz o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Marcos Ferrari, na nota. "O que vimos é que esses recursos ajudaram a reduzir o grau de endividamento das famílias e, ao mesmo tempo, contribuíram com a melhoria do nível de atividade, principalmente via comércio, conforme apontam vários indicadores," acrescentou.

Os saques das contas inativas do FGTS são parte da estratégia do governo para tentar ajudar a economia. O prazo para as retiradas começou em março deste ano e terminou no último dia 31 de julho. Conforme

balanço apresentado pela Caixa na segunda-feira, apesar do sucesso da medida, 6,8 milhões de trabalhadores não sacaram seus saldos, deixando R$ 5,85 bilhões nas contas. O dinheiro que não foi retirado continuará a

ser remunerado pela regra do FGTS, que garante 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR).


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