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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

  • 12/10/2017
  • 18:04
  • Atualização: 18:41

Com quase 40 canções, "One on One" mescla diversas fases da carreira de Paul McCartney

Confira algumas músicas que tem sido presença confirmada no setlist da turnê

Paul McCartney volta ao palco do Beira-Rio nesta sexta | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Paul McCartney volta ao palco do Beira-Rio nesta sexta | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

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  • Correio do Povo

Paul McCartney é um nome que não exige complementos, pode ser dito assim mesmo, sem nenhuma introdução, que quase todas as gerações entenderão de quem se trata e o que ele representa. Caracterizá-lo é difícil: seria ele uma lenda viva? Uma inspiração? Um ícone da música? É com status de ídolo que o inglês se apresenta pela segunda vez em Porto Alegre nesta sexta-feira, quando sobe ao palco do Estádio Beira-Rio a partir das 21h. 

Agora, o astro traz aos fãs a turnê "One On One", com um repertório estruturado na combinação de clássicos dos Beatles e da carreira solo, além de faixas da banda Wings. Ou seja, é um show para repassar uma trajetória profissional de mais de meio século. Por isso, o setlist é extenso, composto geralmente por 39 canções, e abrange desde sua produção mais antiga, com The Quarrymen, até sua mais recente colaboração com Kanye West e Rihanna. Contudo, a performance privilegia a discografia dos Beatles, com mais da metade das canções pinçadas dos trabalhos do grupo formado ao lado de John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Já as músicas solo do inglês não enchem duas mãos.

A escolhida para abrir os shows da atual turnê é uma novidade: “A Hard Day’s Night”, que não era apresentada ao vivo desde 1965, quando os garotos de Liverpool a performaram na Califórnia. Escrita por John, é a faixa de abertura do álbum homônimo dos Beatles, lançado em 1964, e rendeu ao quarteto o Grammy de Melhor Performance por um grupo Vocal.

Os 50 anos de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" também são representados em "Being for the benefit of Mr. Kite!", "A day in the life" e uma reprise de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Outros destaques da primeira parte do show incluem as canções solo “Maybe I'm Amazed”, escrita por Paul em 1969 após o fim dos Beatles e dedicada a sua esposa Linda McCartney; e a melancólica “Here Today”, do álbum “Tug of War”, produzida como uma homenagem a John Lennon após sua morte.

Uma das músicas mais icônicas do grupo inglês, e também a mais longa, com 7 minutos e 11 segundos, “Hey Jude” tem sido a 29ª a ser apresentada e encerra o show propriamente dito. Paul originalmente a escreveu como "Hey Jules," na tentativa de confortar Julian, filho de John Lennon e Cynthia Powell, quando os pais estavam se separando; a mudança para “Jude” foi inspirada por uma personagem do musical “Oklahoma!”. Foi lançada no Lado A de “Hey Jude/Revolution”, de 1968, e a faixa da banda que mais vendeu nos Estados Unidos.

Mas Paul retorna aos palcos para um bis, que começa com “Yesterday”, de sua autoria, e a música com maior número de covers registrados no mundo – de acordo com o Guinness, são mais de 3 mil versões gravadas. Pinçada diretamente do álbum “Help!”, de 1965, ela foi escrita e gravada somente com os vocais de Paul, representando a primeira vez que um Beatle atuou sem os outros. É uma das primeiras músicas da cena pop/rock para a usar elementos da música clássica, e, além disso, o som do quarteto de cordas é bastante destacado.

Como a faixa final apropriada para o último álbum gravado pelos Beatles (“Abbey Road”, de 1969), "The End" se tornaria a canção que encerrou a carreira de estúdio da banda. E é com ela que Paul finaliza seu show, entoando o refrão "And in the end, the love you take is equal to the love you make".