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  • 05/10/2017
  • 17:25
  • Atualização: 17:59

Jorge Vercillo apresenta "A Experiência" nesta sexta em Porto Alegre

Show da nova turnê do cantor e compositor carioca será às 20h, no Opinião

"A gente não pode se levar tão a sério nesta dimensão", diz Vercillo | Foto: Lucas Soares / Divulgação / CP

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  • Luiz Gonzaga Lopes

Jorge Vercillo é um cara que nunca vai desistir do amor, que considera que a vida é arte e que a natureza e todas as formas de energia são importantes nesta dimensão. Por isso, ele está convidando o seu público para um show diferente de tudo o que eles já viram, com a turnê “A Experiência”, que será apresentada em Porto Alegre, nesta sexta-feira às 20h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Vercillo sobe ao palco acompanhado de experientes músicos, como André Neiva (contrabaixos e vocal), que também assina a direção musical do show; Misael da Hora (teclados e vocal); Claudio Infante (bateria) e Bernardo Bosisio (violão, guitarra e vocal). Os ingressos podem ser adquiridos pelo site.

O repertório do espetáculo traz sucessos de todas as fases da carreira de Vercillo, como "Ela Une Todas as Coisas", "Final Feliz", "Monalisa", "Que Nem Maré" e inclusive "Talismã sem Par", e "Pode Ser", "Acontecência" e "Vida é Arte", com uma sublime letra e referências a Drummond, Gaudí, Portinari, Van Gogh e outros gênios da palavra e da arte, todas do álbum mais recente "Vida é Arte" (2015). Mas também será laboratório para testar duas inéditas, a política "Minhas Escolhas" uma parceria com o gaúcho Antônio Villeroy, e "Samba Oração" em homenagem ao filósofo e compositor Jorge Mautner. Nesse show o artista também pensa em incluir músicas que há muito não apareciam no repertório, como "Himalaia" e "Reino das Águas Claras", composta por ele para o Sítio do Pica Pau Amarelo.

Sobre a turnê e o show, o artista revela que o batismo de "Experiência" tem a ver com intensificar a vivência do show, com mais interação do público. "Eu quero que o público vivencie uma experiência musical. Teremos uma música com muita interatividade, na qual eu chamo metade da plateia para cantar de um jeito e a outra de outro, com um contracanto, formando três vozes", explica o músico, lembrando que "Acontecência", do disco novo, está garantida, que tem na letra até a expressão "barbaridade", pois ele gosta muito dos gaúchos, tendo amigos como Eduardo Garcya, Borghettinho, Antônio Villeroy, Adriano Trindade, Gelson Oliveira, entre outros. "Com o Borghettinho assisti ao show do Ivan Lins e do Expresso 25 nesta quarta-feira. O detalhe é que fui para o show direto do futebol sete que joguei com os amigos lá no bairro Navegantes, com meu amigo Edu Garcya", observa. 

O músico de 48 anos de idade e 22 anos de carreira declara que cuida muito do corpo, praticando todo o tipo de esportes, principalmente o futebol. "Aprendi muito com os mestre de yoga, mais evoluídos, que nossa consciência não é o nosso corpo, que a gente pode não se levar tão a sério nesta dimensão, podemos viver como se fôssemos observadores de nós mesmos", destaca o músico que é adepto de projeção astral, ufologia, reiki, transferência de energia e outros temas afinas, e também gosta de pesquisar a natureza e praticar ecoturismo com a esposa Martha.

Quando perguntado desta forma: Se a "Vida é Arte", como "Pode Ser" um "Final Feliz" para quem é "Sensível Demais", uma brincadeira indagativa com quatro músicas suas, responde que: "A felicidade é uma palavra relativa. A sensibilidade se dá no ponto de constatar que a vida é arte, feita de energia, um grande desafio, é estética, por vezes bela, outras vezes triste, na qual devemos ter as melhores experiências (como o show desta sexta), trabalhando a consciência, o espírito, que habita este veículo orgânico, quase robótico, que é o nosso corpo".

A última pergunta que responde é sobre esta crise política e institucional que vivemos. "O artista pode fazer mais, ser cada vez mais engajado. Tenho participado do grupo que se reúne na casa do Caetano Veloso e da Paula Lavigne. Os atores, os músicos, os artistas em geral precisam se informar mais e se expressar mais para mostrar o descontentamento com este sistema político corrompido e obsoleto, não os partidos em si, mas o sistema. Só com esta indignação coletiva crescente algo pode mudar", conclui.