Porto Alegre

12ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

  • 04/08/2017
  • 16:15
  • Atualização: 16:26

Corpo de Luiz Melodia será velado na quadra da Estácio de Sá

Enterro do cantor será realizado no Cemitério do Catumbi, na manhã deste sábado

Cantor morreu na manhã desta sexta-feira | Foto: Facebook / Reprodução / CP

Cantor morreu na manhã desta sexta-feira | Foto: Facebook / Reprodução / CP

  • Comentários
  • AE

O corpo do cantor Luiz Melodia será velado na quadra da escola de samba Estácio de Sá, na Cidade Nova, próximo ao morro onde ele nasceu, a partir das 18h desta sexta-feira. O enterro será realizado no Cemitério do Catumbi, neste sábado, às 10h. Segundo a assessoria de imprensa da Estácio, a terceira etapa da escolha do samba do carnaval 2018, que aconteceria nesta sexta-feira, foi cancelada para os preparativos do velório.

O cantor e compositor Luiz Melodia morreu nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, aos 66 anos. Ele estava internado no hospital Quinta d'Or. Segundo informações, ele tinha um câncer que atacou a medula óssea. Desde julho do ano passado, o artista tratava de uma doença autoimune. O músico carioca chegou a passar por um transplante de medula óssea. Também em 2016, o cantor sofreu um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi hospitalizado.

• Relembre canções que marcaram a trajetória de Luiz Melodia

Nascido em 7 de janeiro de 1951 no Morro de São Carlos, no Estácio, o berço do samba, Melodia foi além das rodas boêmias da vizinhança na infância e na adolescência, explorando primeiro os boleros e a música nordestina de Luiz Gonzaga, depois com um incipiente rock n' roll que começava a ganhar destaque no fim da década de 1950. Frequentador de programas de calouro, músico que tocava em festas de aniversário e mais tarde compositor romântico, foi somando influências até ser atingido pela Tropicália.

Conheceu Waly Salomão, que fez a ponte para o ambiente moderno de Gil, Caetano e Gal, no início dos 70. Em janeiro de 1972, participou do show "A Fina Flor do Samba", e no fim daquele ano Maria Bethânia gravou "Estácio, Holly Estácio", consagrando o jovem compositor que aos poucos amadurecia.

Em 1973, lança seu primeiro disco, "Pérola Negra", misturando num caldeirão de estilos o som da MPB, num álbum que hoje tem status de clássico. A este seguiram "Maravilhas Contemporâneas" (1976) e "Mico de Circo" (1978). Mais de uma dezena de discos se seguiram até o último, "Zerima", de 2014, que lhe rendeu o Prêmio Música Popular Brasileira na categoria melhor cantor de MPB. Ele deixa a esposa, também cantora e compositora, Jane Reis, e dois filhos, Mahal e Hiran.