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  • 16/07/2017
  • 11:38
  • Atualização: 11:41

Morre a francesa Anne Golon, autora da saga literária "Angelica"

Aos 95 anos, escritora faleceu em decorrência de uma peritonite

Entre 1957 e 1985, foram publicados 13 episódios da série | Foto: Nadine Goloubinoff / HO / AFP / CP

Entre 1957 e 1985, foram publicados 13 episódios da série | Foto: Nadine Goloubinoff / HO / AFP / CP

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  • AFP

A escritora francesa Anne Golon, autora da famosa série "Angelica", traduzida em mais de 30 idiomas, morreu na sexta-feira, aos 95 anos de idade, informou neste domingo sua filha Nadine Goloubinoff. A saga "Angelica", ambientada no século XVII e considerada um clássico da literatura popular contemporânea, foi um dos maiores sucessos editoriais franceses, com cerca de 100 milhões de leitores em todo o mundo, do Japão à Rússia.

Golon, nascida em 17 de dezembro de 1921, morreu em razão de uma peritonite, segundo informou sua filha.  A romancista havia criado a personagem de "Angelica, a Marquesa dos Anjos" com o seu marido Serge, que morreu em 1972.

Entre 1957 e 1985, foram publicados 13 episódios da série, dos quais cinco foram adaptados aos cinemas, entre 1964 e 1968, todos dirigidos por Bernard Borderie com Michèle Mercier no papel de Angelica e Robert Hossein no de conde Joffrey de Peyrac. Em 2013, um novo filme inspirado na saga, com Nora Arnezeder e Gerar Lanvin nos papéis principais, foi um fracasso comercial.

Simone Changeux, seu verdadeiro nome, nasceu em Toulon, no sudeste da França. Desde tenra idade, interessou-se pela literatura e na década de 1940 escreveu vários romances. No final da Segunda Guerra Mundial, fundou a revista France-Magazine.

Em 1947, durante uma reportagem no Congo, conheceu Vsevolod Sergeivich de Goloubinoff, um geólogo, com quem teve quatro filhos. Ambos decidiram escrever um romance popular, "Angelica", sob o nome Golon. Simone se ocupava da escritura e Serge da documentação.

O primeiro capítulo da série, em dois volumes de 500 páginas cada, foi publicado, curiosamente, pela primeira vez na Alemanha em 1956 e, em seguida, na França em 1957, rapidamente se tornando um dos mais vendidos em ambos os países. A tradução em inglês nos Estados Unidos confirmou o triunfo do romance popular.