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  • 25/07/2017
  • 12:50
  • Atualização: 13:25

Mostra em Porto Alegre celebra 100 anos de “A Fonte”, obra de Duchamp

Exposição coletiva fica em cartaz até 3 de setembro do MACRS

Ricardo Giuliani participa de coletiva, em cartaz até 3 de setembro | Foto: Ricardo Giuliani / Divulgação / CP

Ricardo Giuliani participa de coletiva, em cartaz até 3 de setembro | Foto: Ricardo Giuliani / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

A famosa e polêmica obra de Marcel Duchamp (1887-1968), “A Fonte”, que no movimento dadaísta contribuiu para a discussão e mudança de comportamento acerca do conceito de arte, em 2017, completa 100 anos. Para marcar a data, inaugura nesta terça-feira a exposição “25 Vezes Duchamp, a Fonte 100 Anos”, coletiva organizada pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (Andradas, 736), em Porto Alegre. 

Quem assina a curadoria é José Francisco Alves, que em março último esteve à frente de “A Fonte de Duchamp: 100 anos da arte contemporânea”, no Margs. “As obras escolhidas apresentam características variadas com a herança de Duchamp, com trabalhos de caráter objetual, apropriação de materiais e coisas preexistentes, elaboração mental e não manual dos objetos, humor, jogo e até mesmo revolta com a situação atual da política e das instituições brasileiras”, diz o curador sobre a mostra.

Entre os 24 artistas participantes estão Alexandre Antunes, Ana Norogrando, Antônio Augusto Bueno, Britto Velho, Fernando Baril, Gilberto Perin, Mario Röhnelt, Patrício Farias, Ricardo Giuliani e Bebeto Alves, mais conhecido em Porto Alegre por sua música. Ele expõe o tríptico “Banhos de Fé” e os quadros “Iluminarias - Por Partes Diferentes do Corpo”. Nomes de outros Estados se somam à mostra, como Felipe Barbosa (Rio de Janeiro) e Nelson Leiner (São Paulo). E ainda Ema M e Rui Macedo, de Lisboa. A visitação ocorre até 3 de setembro, de terças a sextas, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 12h às 19h.

Em 1917, Duchamp se apropriou de um objeto e expôs “A Fonte”, composta por um urinol branco invertido, em uma atitude provocativa. O artista que sempre criticou os conceitos de arte vigentes achava que não era preciso ter dom para ser um artista, e sim apresentar algo totalmente novo. Ele se insere no dadaísmo, que apostava na libertação de um pensamento racional, em sátiras e críticas. A provocação que vemos na arte atual, inclusive, o humor, tem em Duchamp a sua origem.