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  • 30/09/2017
  • 18:07
  • Atualização: 18:08

"The Disaster Artist', de James Franco, é o melhor filme em San Sebastián

Comédia conta a história das gravações do filme cult "The Room", considerado um dos piores da história

The Disaster Artist, de James Franco, é o melhor filme em San Sebastián | Foto: Andrea Gillenea / AFP / CP

The Disaster Artist, de James Franco, é o melhor filme em San Sebastián | Foto: Andrea Gillenea / AFP / CP

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  • AFP

O longa-metragem americano "The Disaster Artist", dirigido pelo ator consagrado James Franco, levou neste sábado a Concha de Ouro de melhor filme da 65ª edição do festival internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha. O júri, presidido pelo astro americano John Malkovich, decidiu contemplar esta comédia hilariante que conta a história das gravações do filme cult "The Room", de Tommy Wiseau, considerado um dos piores da história do cinema pela crítica.

Como ninguém em Hollywood se interessou em realizá-lo, Wiseau, um excêntrico diretor e ator, decidiu produzir ele mesmo o filme que desejava fazer. Um fracasso em seu lançamento em 2003, o filme se tornou elemento de culto, apesar da má qualidade de interpretação de seus atores, da fotografia e dos cenários, porque "Tommy pôs todo o seu coração e sua a alma" na obra, explicou James Franco durante a apresentação do filme na quinta em San Sebastián, balneário concorrido do País Basco espanhol.

"Todos somos um pouco loucos e todos temos grandes sonhos", declarou Franco neste sábado, ao receber o prêmio. "Espero que nestes tempos de loucura, este filme ofereça a todos um pouco de luz e de inspiração", concluiu. Entre os outros contemplados da mostra 'donostiarra', a argentina Anahí Berneri levou a Concha de Prata de melhor direção pelo filme "Alanis", que conta a história de uma prostituta que tenta cuidar de seu filho.

O prêmio de melhor ator foi atribuído ao romeno Bogdan Dumatrich ("Pororoca") e o de melhor atriz à argentina Sofia Gala Castiglione ("Alanis"). O brasileiro "Ferrugem", de Aly Muritiba, foi o vencedor da categoria Cinema em Construção, enquanto "Una especie de família", coprodução entre Brasil, Argentina, Polônia e França, dirigida por Diego Lerman e María Meira, foi contemplado na categoria melhor roteiro. A cerimônia de premiação começou às 21h locais (16h em Brasília) no auditório Kursaal.

"The Wife" encerra a festa

Depois de oito dias e mais de 200 filmes exibidos nesta cidade do norte da Espanha, o longa-metragem "The Wife", do sueco Björn Runge, protagonizado por Glenn Close, vai concluir a mostra, considerada a maior do mundo hispânico. O drama traz Close no papel de uma mulher ofuscada por seu marido em busca de sua própria expressão.

Nesta coprodução britânica-sueca, a atriz americana dá vida a Joan Castleman, a mulher aparentemente feliz de um escritor (Jonathan Pryce), que acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Mas, quando o casal viaja com sua filha a Estocolmo para receber a premiação, essa relação começa a mostrar suas fragilidades, e Joan terá de tomar decisões difíceis sobre revelar seu próprio talento. Close, de 70 anos, disse em coletiva de imprensa ter-se identificado com a personagem.

"Acho que muitas mulheres passam grande parte de sua vida escondendo sua luz e dando sua luz para outra pessoa, para seus maridos, ou parceiros, e acredito que é um ato de coragem uma mulher deixar sua luz brilhar", disse a atriz, seis vezes indicada ao Oscar. Quando lhe perguntaram o que faria se ganhasse o Oscar por esse papel, Close respondeu: "Pularia na cama, ficaria pelada e correria gritando pela rua".


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