Porto Alegre

13ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 24 de Outubro de 2017

  • 05/10/2017
  • 11:23
  • Atualização: 11:33

Morre Anne Wiazemsky, atriz da "Nouvelle Vague" e romancista

Irmão e cartunista Pierre informou que câncer foi a causa da morte da artista

Irmão e cartunista Pierre informou que câncer foi a causa da morte da artista | Foto: Christophe Simon / AFP / CP

Irmão e cartunista Pierre informou que câncer foi a causa da morte da artista | Foto: Christophe Simon / AFP / CP

  • Comentários
  • AFP

A atriz e romancista francesa Anne Wiazemsky faleceu nesta quinta-feira em Paris aos 70 anos, em consequência de um câncer, informou seu irmão Pierre, um famoso cartunista, à AFP.

Já debilitada pela doença em maio, viajou a Cannes (sul) para a apresentação do filme "Le Redoutable", inspirado em dois redutos de sua autoria. Em uma dessas obras, ela conta seu relacionamento tumultuado com seu marido, Jean-Luc Godard, diretor da "Nouvelle Vague", de quem se divorciou em 1972.

Godard era 17 anos mais velho do que ela. Eles se casaram em 1967 e viveram com particular intensidade os acontecimentos de maio do 68. Wiazemsky nasceu em 14 de maio de 1947 em Berlim. Era descendente de uma família de príncipes russos no exílio e neta de François Mauriac (Prêmio Nobel de Literatura em 1952).

Aos 19 anos, esta bela ruiva de rosto gracioso, às vezes malicioso, trabalhou sob as ordens de Robert Bresson. Foi imediatamente adotada pelos principais diretores da "Nouvelle Vague", como aconteceu com outras atrizes, como Anna Karina e Bernadette Lafont. 

Com Godard trabalhou em sete filmes até seu divórcio. O primeiro "La Chinoise" (A chinesa), no mesmo ano do casamento, e o último, em 1972, "Tout va bien" (Tudo vai bem), ironicamente coincidindo com o divórcio. Além disso, filmou com grandes diretores europeus, como Pier Paolo Pasolini, Marco Ferreri e Alain Tanner, entre outros. Na década de 1980, afastou-se do cinema para dedicar-se à literatura e ganhou importantes prêmios e reconhecimentos, entre eles o Grand Prix da Academia Francesa em 1998 por seu romance "Une poignée de gens".